Piratas e Cthulhu: O Novo Mundo

As Colônias Inglesas

Jamaica

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Antiga colônia espanhola, foi conquistada meio século atrás, em 1655, pela esquadra do Almirante inglês William Penn, durante a guerra Anglo-Hispânica. Os espanhóis nunca haviam dado muita importância para a ilha, que não tinha ouro. Assim, os ingleses encontraram uma ilha quase desguarnecida e a ocuparam, fundando Port Royal.

Para combater os espanhóis, o governador da ilha chamou os piratas da Irmandade da Costa para se basearem em Port Royal. Logo, os piratas, transformados em corsários, passaram a atacar os navios espanhóis e a rivalizar com os bucaneiros franceses da ilha de Tortuga.

O mais famoso dos corsários era Henry Morgan. Morgan liderou uma expedição contra Porto Bello, com uma frota de treze navios e mais de mil homens que saqueou o importante porto espanhol.

A Jamaica agora é a principal colônia inglesa do Caribe, suplantando Barbados. O calor e o sol são insuportáveis. O ar marítimo é pesado e quente, sufocando os ingleses vestidos com pesadas roupas de lã.

A costa e a planície são ocupadas por centenas de grandes plantações de cana-de-acúçar, manejadas por escravos.

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As montanha e vales do interior da ilha são cobertas por florestas selvagens. O mar é claro, com um fundo de corais, peixes coloridos e tartarugas gigantes. E perigosos recifes que podiam fazer um navio naufragar. No outono, tempestades e, de vez em quando, furacões, varrem a ilha.

Do outro lado da baía de Port Royal existem muitas plantações de cana-de-açúcar. Antigamente, durante décadas, as autoridades inglesas tinham usado as plantações da ilha como uma lixeira pra pessoas indesejáveis, a escória de puritanos, levellers, vagabundos e irlandeses, forçados ao trabalho no campo no distante Novo Mundo. Muitos deles preferiam fugir e se juntar aos corsários.

Na última década, entretanto, os fazendeiros passaram a importar escravos africanos e a população escrava na ilha já passa dos cinquenta e cinco mil, superando a população inglesa em mais de cinco para um. Com isso o medo da rebelião é constante entre os fazendeiros. Dezenas de escravos fogem todos os anos.

Maroons

Nativos e escravos fugitivos se refugiaram no interior montanhoso e formando os povoados Maroon. As comunidades foram formadas por escravos fugidos e pelos sobreviventes dos nativos, refugiados nas montanhas e vales do interior.

Os maroons mantém uma independência feroz dos colonizadores ingleses. Eles defendem sua liberdade com garra e são temidos pelos ingleses. Escravos fugitivos continuam a seguir para o território maroon, o que irrita enormemente os donos de plantações. Esses querem que o governador atue contra as vilas nas montanhas, mas em meio às guerras com Espanha e com a França, o governador não pode voltar sua atenção para o interior da ilha.

Uma dessas vilas, Nanny Town, nas Montanhas Azuis, perto do Rio Pedregoso, é liderada pela Rainha Nanny. Uma misteriosa Sacerdotisa Obeah, temida pelos colonizadores brancos, por ser uma poderosa e antiga bruxa. Uma praticante da religião Obi, oriunda da África, do povo Ashanti, misturada com o cristianismo.

Port Royal

Port Royal, a capital da Jamaica, é a maior cidade inglesa do Caribe, com 6.500 habitantes e 2 mil edificações. Um centro de comércio e tráfico de mercadorias contrabandeadas com as ilhas espanholas e com as colônias continentais. Port Royal é um porto seguro para corsários ingleses, que atacam as rotas comerciais e as colônias espanholas.

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O porto é a principal base de atividade inglesa no Caribe. Port Royal fica na ponta de uma estreita faixa de terra arenosa que forma uma baía defendida por cinco fortes. Isso torna seu porto seguro para atracação de embarcações de todos os tamanhos. A profundidade da baía é suficiente para permitir a atracação dos navios na beira do porto.

Para muitos ingleses, a cidade é um antro de piratas, bandidos, prostitutas e infâmia, onde existe uma taverna para cada dez residentes. Um santuário de ladrões e vagabundos. Tão atroz e decadente que dizem que um pastor quacre se recusara a descer do navio em que viajava e botar os pés naquela sombra de Sodoma e Gomorra. E amaldiçoara a cidade, dizendo que ela iria conhecer a fúria de Deus.

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Os papagaios de Port Royal bebem dos grandes barris de cerveja com a mesma voracidade dos bêbados que frequentam as tavernas.

Port Royal é um antro realmente. Mas um antro bem movimentado. Port Royal é conhecida pelas brigas e mortes que aconteciam todas as noites em suas ruas. A cidade havia crescido e tinha cerca de seis mil habitantes. Boa parte deles vivia do ataque aos navios que cruzavam o mar do Caribe. Junte alguns milhares de maus-elementos em uma pequena cidade, com bebida, mulheres e dinheiro de saques para gastar e você terá uma ideia do perigo de andar a noite na cidade. Em frente ao porto, bem próximos de onde os navios atracam, fica uma série de estalagens e prostíbulos. 

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A maioria dos cidadãos nobres vivem nos arredores da cidade, em suas fazendas de tabaco e cana-de-açúcar. Ou na parte alta da cidade de Port Royal, o mais afastado possível do porto. Muitos comerciantes enriqueceram negociando as mercadorias roubadas pelos piratas e as revendendo para as colônias inglesas do Norte, como Boston. Eles possuem as principais lojas comerciais de Port Royal e também são donos de vários navios que fazem a intermediação entre o material roubado e os clientes em outros portos.

Em uma mesa da estalagem, o velho Ben, um pirata quase cego, sentava-se no canto da taverna toda as noites. Bebendo seu grude e contando velhas histórias sobre navios e tesouros piratas e monstros dos mares. Diziam que o velho Ben fora um cavaleiro defensor dos Stuarts, antes de fugir para as colônias quando Cromwell decapitou o rei. Ben dizia que servira sob as ordens do capitão Vennick, um dos corsários ingleses mais temidos do mar, cujo navio havia desaparecido em uma tempestade, duas décadas atrás. E que, em suas aventuras, o Capitão havia descoberto a mítica Isla de La Matanza e o seu infame tesouro.

Barbados

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A ilha de Barbados, com cerca de trinta mil habitantes, por um tempo foi a maior colônia inglesa das Índias Ocidentais. Bem maior do que as pequenas colônias em Chesapeake e Nova Inglaterra. Na época, pequenos proprietários e trabalhadores vindos da Inglaterra em regime de servitude por cinco anos eram os responsáveis pelas plantações de tabaco.

Atualmente, a produção de açúcar é o principal produto de exportação da ilha, superando o tabaco, e a ilha é dominada por grandes proprietários escravocratas de plantações de açúcar, que expulsaram os pequenos proprietários. O aumento do número de escravos levou a várias revoltas. Sua capital é Bridgetown, uma pequena cidade portuária.

A Ilha dos Piratas

Tortuga

Ilha pirata de tortuga

Tortuga é um território livre pirata. Uma pequena ilha situada próxima da costa da Ilha de Hispaniola – essa uma das principais colônias espanholas. Controlado por piratas franceses, a ilha é uma base para ataques aos navios espanhóis (e ingleses quando esses dois países estão em guerra).

Mortes nas suas sujas ruas e duelos na praia são comuns. Além dos piratas franceses, outros piratas holandeses e ingleses também fazem negócios em Tortuga.

 

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