Fusor em Shadowrun

O Fusor é um dos elementos essenciais de um bom grupo de shadowrunners. Ele é o motorista do grupo. Mais do que isso, ele controla drones – sejam de combate ou de infiltração – que dão apoio ao grupo. Fusores podem ser especialistas em transporte, vigilância, infiltração ou combate. Eles podem operar diversos tipos de veículos e drones. A grande vantagem do Fusor é que ele consegue se ligar diretamente aos veículos ou drones, melhorando seu tempo de reação, praticamente se tornando a própria máquina.

A ideia desse post é ser um resumo das principais regras que permitem jogar com um Fusor, mas ignorando algumas regras que complicam ainda mais o sistema de jogo. Ou seja, é a forma como eu estou narrando em meu jogo [e não a forma como está escrito expressamente na regra, embora eu tenha tentado manter a regra o mais próximo possível, ignorando somente algumas complicações].

O Fusor usa as várias perícias de Pilotar e Artilharia, podendo comprar especializações para tipos específicos de veículos (p. 146 do livro básico de Shadowrun).

Fuso de Controle

Todo Fusor tem uma ampliação Fuso de Controle (pág. 452). O fuso de controle permite que o fusor salte para o dispositivo que ele controla, agindo como se fosse o próprio dispositivo. O Fusor se transforma no veículo ou drone que ele pilota.

O fuso de controle se conecta a:

  • interface de fusor: presente em todos os dispositivos (veículos, drones, etc.) que podem ser controlados remotamente [Fuso – interface]; ou
  • Console de Comando de Fusor (CCF): com o CFF o fusor pode controlar mais de um equipamento [Fuso – CCF – interface]. O CCF cria uma rede wireless entre o fusor e seus equipamentos.

Fusor - CCF - interface de fusor

Interface de fusor

É um dispositivo que um veículo ou drone deve possuir e que permite a conexão direta do Fusor. Os drones sempre são construídos com uma interface de fusor e os demais veículos podem já vir com uma ou ter ela instalada depois da fabricação.

CCF

O CCF é uma espécie de deck construído especialmente para os fusores interagirem com máquinas. A vantagem do CCF é que o Fusor pode dar um comando para vários drones ou saltar de um drone para outro diretamente.

O Console de Comando de Fusor tem 3 características principais (além do nível de disponibilidade e custo):

  • Nível de Dispositivo: determina o valor máximo de Redução de Ruído + Compartilhamento = nível do CCF:
    • Redução de Ruído (ver pág. 230).
      • Ação Complexa e faça um teste de Guerra Eletrônica + Lógica [Processamento de Dados] para reduzir o ruído.
    • Compartilhamento: número de programas autosoft que podem ser executados simultaneamente e rodam em todos os drones escravos.
    • RAP (Rede de Área Pessoal): 3 x Nível de Dispositivo. Permite usar o Firewall do CCF para defesa.
  • Processamento de Dados (pdf)/Datagrama (livro): determina a iniciativa em RV e é o limite para os Testes de Comando feitos usando o CCF.
  • Firewall: protege os drones contra invasões da rede.

Ex: Norton possuí um CCF Aranha Maersk, com Nível de Dispositivo 4, que permite que ele escolha, p. ex:

  • Redução de Ruído 3 + Dispositivo 1
  • Redução de Ruído 2 + Dispositivo 2

O Aranha Maersk possuí também um RAP = 12, permitindo usar o Firewall do CCF para até 12 dispositivos.

Saltando para o dispositivo

Para poder saltar para o dispositivo, o fusor tem de:

  • ser o proprietário do dispositivo; ou
  • hackear: ter colocado três marcas no dispositivo. Teste: Guerra Eletrônica + Lógica [Processamento de Dados/Datagrama]

Saltar é uma ação complexa (em RA) ou simples (em RV ou já conectado ao veículo ou CCF). Ao saltar para o veículo a iniciativa sobe para:

  • 3d6 (SIM fechado e dano de Atordoamento) ou
  • 4d6 e também ganha +1 de bônus em testes na Matriz/ações de veículos (SIM aberto e dano físico).

Os limites do drone são aumentados pelo nível do Fuso de Controle (sensor, velocidade, manejo e precisão de armas instaladas no drone) quando o runner está “dentro” do veículo/drone.

O Fuso de Controle também fornece um bônus igual ao nível do fuso para todos os testes de perícias do veículo enquanto o fusor estiver “saltado” (p. 452). Além disso, os testes de Pilotagem também recebem uma redução de dificuldade igual ao Fuso de Controle nesse caso (p. 202). Ou seja, é bem mais fácil pilotar um equipamento quando está “saltado” nele.

Se o dispositivo sofrer danos, o fusor “saltado” recebe metade do dano como bioretroalimentação.

Se o dispositivo for destruído, o Fusor recebe choque de rejeição (p. 229):

  • 6A – SIM Fechado
  • 6F – SIM Aberto.
  • Resiste com Vontade + Firewall.

Ruído

Rede sem-fio: penalidade de Ruído (p. 230).

Drones

Usando o controle remoto, um drone é capaz de ações independentes e pode entrar em combate seguindo a programação pré-determinada.

Drone Fly.JPG

Exemplo de drone: MTC Fly-Spy [Drone Aéreo, Manejo 4, Velocidade 3, Aceleração 2, Corpo 1, Armadura 0, Piloto 3, Sensor 3]

  • Manejo = agilidade / limite básico para testes  de manobra com o Drone.
  • Velocidade = limite básico para testes de velocidade.
  • Aceleração = rapidez para mudar de velocidade.
  • Corpo = resistência e integridade estrutural.
    • Monitor de Condição = 6 + metade do Corpo
    • Suporte de armas = Corpo/3 (arrendondado para baixo)
  • Armadura = resistência a ataques
    • Corpo + Armadura = pilha de dados para resistir a danos
  • Piloto = programa com habilidades de tomada de decisão semiautônomas. Cada drone ou veículo tem um nível de piloto que é usado pelo drone/veículo para os testes em piloto automático.
  • Sensor = limite para testes de percepção e detecção usando os sistemas do veículo.

O controle automático de um drone ou veiculo envolve uma jogada de: Nível de Piloto + Autosoft.

drone 01.png

Autosofts = perícias de drones. Nível de autosoft [1 a 6] é o nível da perícia. O número de autosofts é igual a metade do Nível de Dispositivo do drone (ou ele pode usar o CCF e rodar os programas autosoft do CCF).

  • Clarovisão = percepção => teste: Piloto + Clarovisão [Sensor]
    • se saltou para o drone: Percepção + Intuição [Sensor]
  • Evasão[Modelo]
  • Furtividade[Modelo] = infiltração => Piloto + Furtividade [Manejo]
    • se saltou para o drone: Furtividade + Intuição [Manejo]
  • Guerra Eletrônica
  • Manobragem[Modelo] = pilotar
  • Mira[Arma] = artilharia da arma do drone

Ciberprogramas de Fusor (pág. 270): tambémpodem ser usados em CCF.

  • Armadura
  • Caixa de Ferramentas
  • Carapaça
  • Codificação
  • Depuração do sinal
  • Embrulho
  • Esqueirar
  • Filtro de Bioretroalimentação
  • Guardar
  • Máquina Virtual

Combate

  • Iniciativa do Drone em combate = Nível de Piloto x 2 + 4d6 de Iniciativa
    • se o Fusor saltou para o drone e o está controlando = iniciativa de RV do fusor

 

 

 

 

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