Horror no Deserto

Uma expedição aos confins do mundo.

O ano é 1930. O famoso explorador norte-americano Roy Chapman Andrews prepara a sua quinta expedição ao perigoso deserto de Gobi, na Mongólia, uma das últimas regiões inexploradas da Terra. Seu objetivo é encontrar mais fósseis de dinossauros e, principalmente, provar finalmente sua teoria de que as origens da humanidade estão nos planaltos da Ásia Central.

Capa da Time, 1923

A situação política na região está se complicando, com uma longa e crescente guerra civil na China entre os nacionalistas e os comunistas, pressão do Império Japonês e a presença de um governo comunista cada vez mais hostil na Mongólia. Além dos perigos das tempestades de areia e de  cobras venenosas, existe a constante ameaça de saqueadores tribais e desertores do Exército chinês ou, ainda, dos perigosos remanescentes exilados do Exército Russo Branco.

Além disso, a Grande Depressão ameaça o financiamento de sua expedição. Assim, Andrews lança o que sabe provavelmente ser sua última chance de provar sua teoria da origem da humanidade.

A missão partirá de São Francisco para Peking, com o apoio do Museu Americano de História Natural e das Universidades Harvard e Miskatonic.

E então de Peking para os confins da terra, o perigoso deserto de Gobi, até os Despenhadeiros Flamejantes.

O objetivo é descobrir dados geográficos, geológicos, arqueológicos, botânicos e zoológicos, além de estudar os povos da região.

Vocês foram convidados para participar da expedição e se reunir no porto de São Francisco, no navio a vapor President Johnson. Caso sejam cientistas receberam uma passagem na primeira classe. Outro pessoal da expedição (jornalistas, fotógrafos, guias) receberam uma passagem da segunda classe.

Caro senhor,

Muito obrigado por sua carta de dezembro de 1929. Fico contente que tenha aceitado o convite para participar da Quinta Expedição Asiática. Sua participação irá engrandecer nossa jornada.

Seguem as passagens de trem para São Francisco, de onde partirá o navio President Johnson, do Cais 18 do porto, no dia 12 de março, às 9:00 AM.

Em São Francisco acomodações foram providenciadas no Hotel Mark Hopkins.

Ao chegarem em Peking, nossa equipe providenciará acomodações adequadas. Como exposto antes, o tempo da expedição será de 5 meses, aproveitando o final da primavera e o verão, durante os quais espero que possamos fazer vários avanços para as ciências.

Com sinceras estimas,

Roy Chapman Andrews

Criação de Personagens

Qualquer ocupação é possível. Nem todo investigador precisa ser um acadêmico, entretanto um professor ou alguém ligado às ciências e exploração seja mais fácil de inserir na trama.

Exemplos de outras ocupações úteis além de professor: antiquário, arqueologista, artista, autor, clérigo (seja um cientista ou missionário), diletante, médico, jornalista, militar.

Os investigadores devem ser construídos com 16 pontos em Habilidades Investigativas e 65 em Habilidades Gerais.

O estilo de jogo é Pulp, mas com algumas limitações do Purista:

  • Estabilidade e Saúde: máximo de 12 pontos (para comparação 8 a 10 seria um adulto saudável, 12 alguém muito resistente ou forte).
  • Sanidade: máximo de 10
  • Cthulhu Mythos: não pode ter inicialmente

Os personagens devem ser americanos ou europeus, embora já possam ter tido experiência ou vivido no exterior e participado de outras expedições a outros lugares, mas em nenhuma aconteceu nada muito fora do comum. Eles podem ter raízes ou antecedentes de outros lugares considerados na época “selvagens” ou “exóticos”.

Pilares de Sanidade: 1 para cada 3 pontos de Sanidade. São os conceitos que guiam seu personagem. 

Fontes de Estabilidade (pessoas) são importantes. Não tanto nessa aventura, mas nas próximas – se virar uma campanha centrada em expedições e em Arkham/New York. Por isso, o ideal é que as fontes morem na região da Nova Inglaterra ou New York (embora possam ser contatos mais distantes mantidos por cartas se tiver um bom motivo). 

Conhecimento geral sobre a Ásia Central

Para os ocidentais, a Ásia Central é uma região exótica e de povos antigos e misteriosos. É também uma região bem desconhecida, uma das últimas fronteiras inexploradas do mundo.

A Mongólia é uma nação habitada pelos descendentes de Gengis Khan e governada pelos comunistas, com grande influência da União Soviética. Até alguns anos atrás fazia parte do Império Chinês. Quando o último Imperador foi derrubado, a Mongólia declarou sua independência, que só é reconhecida pela União Soviética. O deserto de Gobi, para onde a expedição se dirige, é uma região inexplorada e perigosa, sem estradas ou grandes vilas e de temperaturas extremas.

A China é um estado à beira da anarquia. O país está dividido em uma guerra civil entre o governo nacionalista do Kuomitang – dividido em várias facções que competem entre si – e o partido comunista chinês. Além disso, as províncias são governadas por generais semi-independentes, os grandes senhores da guerra que enfrentam o governo central.

Por fim, o Império do Japão tem pretensões de se expandir pela China e controla grandes regiões do norte da China, na Manchúria.

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