The Armitage Files III – Visita à Innsmouth

Nos últimos dias os Investigadores se concentraram em pistas que levavam até Innsmouth, pequena cidade na foz do rio Manuxet, inclusive com uma viagem de campo até o local, que revelou ainda mais mistérios.

Os Investigadores e o Prof. Armitage

Innsmouth – existem, curiosamente, poucas referências à Innsmouth nos livros e jornais da Biblioteca. A cidade foi fundada em 1643 e parece ter sido, durante algum tempo, um porto colonial importante no comércio com as Índias Ocidentais e o Pacífico. Uma refinaria de ouro abriu na cidade nas primeiras décadas do século XIX. Uma praga matou boa parte da população da cidade em 1846. Depois da Guerra Civil, o comércio marítimo entrou em crise e a Alfândega foi fechada em 1866. O ramo da estrada de ferro que levava de Rowley até Innsmouth entrou em desuso alguns anos depois e foi abandonado. De lá para cá pouco se ouviu falar da cidade. Até poucos anos atrás apenas uma linha de ônibus pouco usada fazia a ligação entre Arkham-Innsmouth-Newburyport.

Segundo notícias antigas do jornal de Arkham, do final do ano de 1927, várias pessoas foram presas depois da polícia desbaratar uma quadrilha internacional de tráfico de bebidas que usava o porto local para contrabandear bebida. É a última referência encontrada à Innsmouth.

Braceletes e tiara – as joias encontradas na casa dos Pivar, em Kingsport, são realmente estranhas. A tiara é estranhamente proporcionada, elíptica e muito grande para uma cabeça humana. De acabamento e estilo verdadeiramente únicos, com desenhos geométricos e motivos marinhos, retratando criaturas meio peixe, meio sapo e de alguma forma perturbadoramente humanas. Meu estimado colega, Professor Albert Wilmarth, lembrou de alguns objetos antigos do Museu da Universidade de Miskatonic. Os objetos estavam em uma vitrine empoeirada em um canto escuro do museu – curiosamente, parece que poucos alunos se interessam em visitar nosso museu. Estava catalogado como “Joias de Innsmouth”, na coleção de Arte Folclórica Americana. Um erro de catalogação, segundo o professor Wilmarth. Os braceletes de ouro tem um estilo obviamente polinésio. Segundo os registros, foram vendidos para o museu em 1844 por um marinheiro de um navio que fazia o comércio com o Pacífico, o Sumatra Queen. O nome do marujo não foi guardado. Os braceletes são feitos de uma liga de ouro esbranquiçado e esculpidos com formas geométricas estranhas e bizarras e figuras ictíicas ou batráquias. As joias parecem grandes demais para a maioria dos braços humanos.

Ordem Esotérica de Dagon – aparentemente uma Igreja que misturava o culto cristão com alguns elementos místicos orientais. Dagon aparece em algumas referências de livros como um deus ligado ao mar. Aparece também em algumas notícias esparsas sobre Innsmouth em jornais antigos do final do século passado. Aparentemente as outras igrejas locais tinham uma disputa com a Ordem, que resultou em algumas acusações feitas em sermões das cidades vizinhas.

Fotos da Igreja – as fotos encontradas na casa de Ernest Pivar, o pai do garoto-monstro do circo – em Kingsport, mostram os Pivar com vários membros de uma Igreja – com linhas estranhamente clássicas gregas – que pela anotação no verso da foto fica em Innsmouth. Entre eles o “Pastor Joseph” – o outro homem estranho na festa de Austin Kitrell.

Viagem de campo à Innsmouth – o grupo resolveu que valia a pena investigar a cidade e partiram em uma sexta pela manhã. Foi difícil encontrar a estrada que leva para lá. Aparentemente ela é pouco utilizada e, ao pararem em um posto de gasolina, as pessoas no posto os desencorajaram a prosseguir. A cidade tem uma certa má-fama na região dos Condados de Ipswich e Essex. A estrada mostrava sinais de abandono e uma barreira impediu que eles continuassem logo depois da ponte sobre o rio Ipswich. Seguindo a pé entraram na cidade. Conforme me contaram, a sensação era de estarem em uma cidade-fantasma. Innsmouth está abandonada e suas casas e ruas mostram sinais de violência, como se uma guerra houvesse acontecido lá – conforme a descrição dos investigadores. Perto da ponte principal sobre o Rio Manuxet encontraram os destroços de um tanque de guerra, além de crateras de explosões e outros sinais de veículos queimados.

O Templo – os investigadores, depois de atravessarem o rio Manuxet, localizaram o prédio da Ordem Esóterica de Dagon que aparecia na fotografia. O grupo investigou o interior, descobrindo escritórios abandonados e sinais de que o Templo antes fora uma loja maçônica. Lá encontraram um jovem que atacou Mark e depois foi ferido por tiros dos investigadores. Ele mostrou características similares ao de Alfie, o garoto-monstro do Circo. Ao final, os investigadores concordaram em levar o garoto até o Circo, onde pelo menos ele teria companhia.

Subsolo – os tiros atraíram um carro – um Ford 1934 preto – com dois engravatados e um caminhão militar sem identificação, cheio de soldados, ou melhor, de fuzileiros. Optando por evitar encontro com os estranhos, os investigadores seguiram a indicação do garoto e desceram para o porão do templo, descobrindo um templo dedicado a deuses estranhos com imagens horrendas – um dos quais parece ser Dagon. Fugindo pelos túneis, eles acabaram em um prédio na beira do rio, um armazém de uma indústria madeireira, da época de ouro de Innsmouth.

Uma observação feita por eles foi de que alguns dos túneis estavam estranhamente limpos e com paredes lisas de uma forma não-natural ou feita pelo homem. Nota: preciso falar sobre isso com o Prof. Dyer, já que a descrição lembra o que ele me contou em sua expedição à Antártida.

Bíblia de Dagon – nos túneis, Barry encontrou um livro usado pela Ordem em seus rituais. Ele a trouxe consigo e ficou com ela para leitura. Fiquei interessado em conversar com o jovem Barry sobre seus estudos do material. Espero poder depois adicionar o livro à coleção da Biblioteca Orne.

Velho Thomas – depois do pôr-do-sol, o garoto os levou ao que parece ser o último habitante de Innsmouth. Um velho com características ainda mais estranhas – olhos esbugalhados, pelo esverdeada e escamosa, cabeça disforme, cheiro de peixe. Ele alegou ser de uma outra raça de homens-peixe ou melhor, de Seres das Profundezas. Suas explicações foram capazes de esclarecer muitas coisas sobre a história mais recente de Innsmouth. Se é que parte dela pode ser verdade ou são apenas contos de um louco?

Aparentemente, um certo Capitão Obed Marsh retornou de suas viagens aos mares do sul trazendo muito ouro. Ele e os outros tripulantes de seu barco ficaram muito ricos e se casaram com estrangeiras vinda das ilhas do pacífico. Também acabaram se ligando por casamento às famílias principais da cidade. Quase todas as famílias fizeram acordos com os Seres das Profundezas, unindo as linhagens. Esses casamentos geraram a degeneração que o Sr. Thomas atribui às características de sua raça. Segundo ele, ao crescer, as características aquáticas se desenvolvem nos jovens e eles emigram para uma cidade subterrânea que fica além do Rochedo do Demônio, na costa.

A Ordem expulsou as outras congregações religiosas e os maçons no século XIX, tornando-se a organização principal da cidade. De acordo com a velha testemunha, eles sacrificavam “humanos” no altar do templo para aplacar o Grande Deus Dagon.

Segundo Thomas, os militares atacaram Innsmouth e também destruíram a cidade-sob-as-águas usando cargas lançadas de submarinos quando fizeram um ataque a cidade. Os demais habitantes de Innsmouth foram levados para uma base militar e nunca mais foram vistos. Isso foi em final de 1927 ou início de 1928, o que coincidiria com as notícias na imprensa estadual sobre o desbaratamento de uma quadrilha de traficantes de bebidas em Innsmouth.

Jeremiah Brewster – o nome do pastor da Ordem Esotérica de Dagon. Segundo o velho Thomas ele escapou de Innsmouth quando os militares atacaram a cidade.

Fuga de Innsmouth – depois da conversa com o velho Thomas, o grupo esperou o dia seguinte, observando que a cidade estava sendo patrulhada pelos militares. Ao amanhecer, escaparam da cidade, retornando até seus carros.

Fuzileiro Olson – em sua fuga de Innsmouth, o grupo encontrou com um fuzileiro de nome Olson. Teria ele alguma ligação com o Agente Olson que eu menciono em um dos documentos que não me lembro de ter escrito?

Retorno ao Circo – o grupo deixou o garoto com o Circo. Eles também contaram a Alfie que aparentemente seu pai não pretendia sacrificá-lo, mas levá-lo para morar no fundo do mar, pelo que o velho estranho lhes contara.

Eles só não mencionam que o velho Thomas contou que a mãe de Alfie, Elaine Pivar, fora sacrificada pela Ordem. Então a mulher que acompanha Pivar atualmente não é a mãe de Alfie.

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