The Armitage Files VI – De Volta ao Circo

Outra visita ao Circo

No dia seguinte ao telefonema de Alfie Pivar, os quatro investigadores se dirigiram ao Circus Ralling Brothers, em Marble Head, uma pequena cidade costeira ao sul de Arkham. Ao chegarem lá encontraram o circo fechado, mas após uma conversa com o anão Sergei, eles descobriram onde Alfie e Jacob, o outro garoto de Innsmouth, ficavam, em uma cabana atrás das tendas e vagões do Circo.

Alfie contou que duas noites antes ele e Jacob viram dois homens estranhos entrando na tenda da cartomante Madame Zharov. Eles foram espiar e viram um dos homens discutindo com a cartomante. O homem não estava satisfeito com alguma coisa que ela havia falado, de acordo com os garotos. Os garotos não puderam ouvir mais pois o segundo homem estava fumando do lado de fora e quando os viu espiando saiu atrás deles, lhes dando uma carreira.

Eles avisaram Sergei e Vladimir, o homem-forte, que confrontaram os dois estranhos. O gerente Thomas Ralling abafou a discussão e os homens foram embora. Depois disso, o Sr. Ralling disse que o circo iria embora da cidade no final da semana. Eles não sabem para onde.

A Cartomante

O detetive Cooper já havia falado com a cartomante, na visita anterior ao Circo, e a considerou uma charlatã. Ela se assustou com a presença dos investigadores. Após o Sr. Liam O´Gara mostrar a carta de tarot e ser pressionada a contar o que sabia, ela concordou.

Seu nome verdadeiro é Claudia Brazda e ela nasceu em um pequena cidade na costa do Mar Negro, na Romênia. Pela descrição dos investigadores, ela é de origem cigana e tão bela quanto mencionado no Documento Cinco, com seu cabelo negro e nariz aquilino. O´Gara confirmou que ela tinha olhos esfumaçados. Ela confessou que não sabia realmente ler o futuro, é apenas um truque que faz para tirar dinheiro dos incautos e crédulos.

Ela possui um baralho de tarot igual ao da carta rasgada, o Hierofonte. Um baralho muito caro para uma cartomante de circo. O Baralho de Modena, como é conhecido. Um baralho antigo e raro, trabalho artístico de grande qualidade, feito no século XVIII. Ela conta que o recebeu de presente de um inglês elegante e charmoso que conheceu logo depois de chegar aos EUA, em New York, 1930. Claudia não se lembrava o nome do homem, mas após os investigadores citarem vários nomes (será que eles citaram o meu nome? …até mesmo eu suspeito de mim, hoje em dia… de qualquer forma eles não me disseram isso) ela se recordou do nome do estranho inglês. Edwin Carsdale. O homem a presenteou com o baralho após ela ler a sua sorte. E ele mencionou os nomes Nyarlathotep e Azazoth.

Ela confessou que os homens que a visitaram eram os criminosos Russel Fuschack e seu parceiro James Donland, da famosa Gangue Fuschack-Donlands. Ela o conheceu uns anos antes, quando o circo estava viajando pelo sul. Pouco depois que a dupla havia escapado da prisão. Fuschack era um homem carismático e a ajudou com uns clientes problemáticos. Em troca ela leu a sorte dele. E a partir daí passou a sempre a procurar antes de seus assaltos. Ele dizia que queria trazer o irmão de volta. E mencionou alguma vez um desenho que ele estava fazendo.

Ela disse que Fuschacks ficou irritado porque ela puxou a carta da Morte. Antes de sair, dessa última vez disse que o desenho estava quase completo. O próximo ataque da gangue será dali a uma semana, em Wellington, Kansas. Ela riu, dizendo que escolheu a cidade apenas porque não foi bem tratada pelos habitantes quando o circo passou por lá, então era justo que eles tivessem seu dinheiro roubado. De qualquer forma, ela queria uma parte da recompensa que o FBI estava pagando por informações.

Segundo a cartomante, Carsdale e Fuschacks tem o mesmo olhar enigmático e sorriso.

Será que ela disse tudo isso ou os investigadores estão influenciados pelas cartas e fazendo as perguntas cujas respostas querem escutar?

Ela jogou as cartas para o Detetive Cooper e para Mark. Cooper continua a achar que ela é uma charlatã. Mas Mark, segundo os outros investigadores me contaram, ficou abalado quando ela virou a carta do Louco. Ele se levantou e saiu da tenda, derrubando as cartas no chão. E ficou calado e bebericando seu cantil de bebida durante toda a viagem de volta.

Uma curiosidade, Mark parece ter medo da biblioteca e continua a evitar entrar no prédio. Diria mais, seu medo parece ter aumentado nessa última semana.

O Tarot de Modena

O Tarot de Modena é uma peça rara, com apenas um exemplar conhecido, que pertencia a um famoso ocultista em Paris. O baralho foi roubado no final do século XIX e desapareceu desde então. Seu autor é o ocultista Guillaume Ballena.

A história desse Ballena é bem interessante. Segundo consta ele apareceu em Modena, em 1763, e declarou ante os acadêmicos da universidade de Modena que era um viajante do futuro. Segundo ele, suas experiências alquímicas, em 1930, o levaram para o futuro e o separaram em duas metades, uma má e outra boa.

A versão de Ballena foi, claro, ridicularizada. Entretanto, ele ressurgiu alguns anos depois como um vidente, curandeiro e espião.

Ele escreveu um Grimório chamado de Grimório de Modena, em 1768. Nenhum exemplar conhecido chegou até nós, segundo consta. Embora alguns vendedores de livros antigos ingleses tenham anunciado um exemplar a venda em 1933. Mas sua autenticidade não foi confirmada.

Adendo: Notícia de Jornal

Uma notícia de dois dias atrás do jornal Bozeman Daily Chronicle menciona a morte de Russel Fuschack:

Destaco o resto da notícia:

Algumas pessoas dizem que Fuschacks fez um acordo com um demônio em troca de nunca ser capturado e por isso tinha tanta sorte, escapando de todos os cercos policiais e fazendo de boba a polícia de meia dúzia de Estados, além dos federais.

A sorte da gangue acabou ontem pela manhã, quando a polícia preparou uma emboscada na entrada da cidade. Segundo fontes, o FBI foi alertado por uma testemunha que tinha conhecimento da data e local do roubo.

Além dos dois criminosos, foram mortos Jack Donland, primo de James Donland e os comparsas Stanley Raslow e Oscar Finley. A polícia ainda prendeu a namorada de Fuschack, a Srta. Ruby Reed.

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