The Chosen- “Houston, we have (at least) one problem”

Após os reveladores eventos na Floresta Amazônica, e com outros superseres surgindo gradativamente em outras partes do mundo, JFK, o presidente recém-eleito dos EUA, sabe que tem decisões muito importantes a tomar. A primeira delas envolve a necessidade de um projeto que leve, o quanto antes, o homem à lua, através da NASA. Contando com a genialidade do Dr. Bryan Quinn à frente do projeto, o plano é desenvolver um programa fantasma super-avançado para levar um grupo especial à lua e encontrar o Códex, enquanto, paralelamente, um projeto chamariz é desenvolvido diante das câmeras e olhares públicos, e o mais importante, diante dos soviéticos.

Há uma outra corrida, porém, na qual os Soviéticos parecem ter saído na frente: informações obtidas através da CIA dão conta de que um certo projeto Verkhovny (Верховный) está prestes a vir a público,  programa de superseres russo; a revelação de superseres por parte dos Russos coloca o governo dos EUA diante da difícil decisão de revelar publicamente, e talvez mesmo tornar oficial um grupo de superseres sob sua chancela.

Para resolver a situação, em Março de 1961, JFK decide marcar uma reunião secreta em Houston, Texas com a presença de seu novo diretor nomeado para a NASA, James Edwin Webb, seu amigo e apoiador político o senador democrata pelo Texas, Jack Torrance, seu irmão Bob Kennedy, recém-nomeado Procurador Geral dos EUA, o diretor da CIA Allen Dulles, e o centro de todas as atenções, o cientista, inventor (e super humano) Bryan Quinn. 

Quinn insiste na presença de outros na reunião. O grupo de superseres que, segundo ele, foram Escolhidos por uma antiga e extinta civilização para representá-los em uma espécie de torneio que definiria os destinos de toda a humanidade. Com muita relutância (e apenas após se certificar dos riscos com seu agente em campo, o misterioso Janus) Allen Dulles concorda com a presença do estranho grupo.

Assim, os Escolhidos se reúnem com JFK, em um ensolarado dia de Março de 1961, para definir os rumos da corrida para a Lua e de suas próprias vidas, no Texas na cidade de Houston.

Mal sabiam eles que estariam prestes a se deparar não apenas com um, mas com uma série de outros problemas…


“Quem é Tad Williams? Um gênio científico e dos negócios, isso é certo. Em 5 anos Williams criou uma das mais promissoras empresas dos EUA e do Mundo, a Williams Telecom, uma das líderes nas vendas de televisores, rádios e outros eletrodomésticos no país. Mas são mesmo os diversos contratos militares com o Pentágono que mais chamam a atenção. A WillCom, como é chamada sua subsidiária de pesquisa e desenvolvimento, é um dos principais terceirizados trabalhando para o Pentágono no ramo de tecnologia de telecomunicação. Williams sempre mantém a maior parte de suas patentes sobre suas invenções, e ainda assim, o Departamento de Defesa – que em geral exige a cessão e controle das patentes – não é capaz de abrir mão de seus serviços.

Ocorre que, recentemente, a NASA e o Departamento de Defesa tiveram notícia de que Williams estaria desenvolvendo uma nova e inovadora tecnologia de telecomunicação; essa tecnologia seria fundamental tanto para os Sistemas de Defesa anti-balísticos dos EUA, quanto para o programa espacial da NASA. Porém, há alguma suspeita de que os Russos estejam de alguma forma também negociando com Williams para adquirir a tecnologia para si. Há informações – não confirmadas – que dão conta do envolvimento com alguns grupos radicais de esquerda que se autoproclamam “lutadores da liberdade”. Williams conseguiria esconder seu apoio financeiro a esses grupos através de sua filantropia. Embora ainda não haja nada confirmado, não é uma hipótese que deva ser descartada.

De qualquer forma, Williams, há cerca de duas semanas, vem negociando com o Departamento de Defesa. Ele estaria disposto a entregar, excepcionalmente nesse caso, a patente da tecnologia para os EUA; porém, além do preço exorbitante, e da exigência de um lucrativo contrato de exclusividade com a WillCom e o DOD por 10 anos, Williams fez uma outra exigência peculiar: ele queria uma reunião privado com o presidente Kennedy antes de assinar o contrato. Segundo Williams, era uma tecnologia muito importante para simplesmente ceder a qualquer um, e ele precisava olhar nos olhos do homem que a teria, para ter certeza de que ele não seria o responsável pela destruição nuclear do mundo.

Normalmente esse tipo de demanda não seria muito difícil de se contemplar, mas as suspeitas em torno das relações de Williams com os Soviéticos levantaram o veto do Serviço Secreto e dificultaram as negociações. Ontem a noite, enfim, Williams desapareceu de sua cobertura no 42 andar do Edifício Williams, aqui em Houston. Alguns operativos tentaram levantar informações, mas sem sucesso. Não há notícias de que Williams tenha deixado o prédio, e apenas por algumas estranhas e inexplicáveis marcas na vidraça no lado de fora de seu apartamento, não há indícios de arrombamento.

Encontrar Tad Williams se tornou subitamente uma prioridade inesperada”.

As palavras acima são ditas em tom de gravidade e urgência pelo agente Beowulf, em meio à reunião com JFK.

O senador democrata pelo estado do Texas e amigo pessoal de Kennedy, Jack Torrance, havia protestado contra a possibilidade do presidente se reunir com Williams, alguém suspeito de ser comunista e ter relações inclusive com grupos radicais como os Panteras Negras. Porém, diante da insistência de Allen Dulles, Beowulf e Janus em encontrar o inventor bilionário desaparecido, ele decide aproveitar a oportunidade para matar dois coelhos com uma cajadada só. Torrance pede para que o grupo de superseres que ele vem patrocinando – e insistindo para que o governo dos EUA chancele como oficial -, os membros da Freedom Force, adentrem a sala. 

O grupo formado por 4 superseres, 3 homens e, uma mulher, se apresenta. Paragon Eagle, parece ser o líder; ao lado dele Platoon e logo atrás a bela e aparentemente frágil Cherubin e o imenso American Hero.

Torrance insiste que JFK deixe o grupo cuidar da situação, mas Kennedy está ainda incerto acerca das repercussões de se ter um grupo de superseres oficial do governo dos EUA: isso poderia dar início a uma escalada muito mais tensa do que a corrida nuclear ou espacial. Enfim, o presidente decide que os Escolhidos  e a Freedom Force devem ambos procurar por Williams. O grupo de Torrance se adianta, afirmando que já têm um homem em campo investigando o desaparecimento, e deixam os Escolhidos para trás. 

Após todos os outros saírem, Beowulf fala aos Escolhidos que tem um possível contato que talvez possa lhes dar uma vantagem. Assim, ele os leva a uma safehouse da CIA em Houston, onde são apresentados a um homem negro algemado numa mesa de interrogatório: ele é um operativo da ANC (African National Congress), organização política Sulafricana que luta contra o regime do Apartheid no país, e com laços com o militante e terrorista comunista Nelson Mandela; seu nome é Stephen Brandon, mas prefere ser chamado pelo seu codinome Odeh.

Qualquer semelhança com certo herói negro do MCU é mera coincidência...

Odeh havia sido aprisionado na noite anterior por Janus e Beowulf, rondando o prédio de Tad Williams em atitude suspeita. Interrogado, ele explicou que estava ali a pedido de Mandela para procurar por Williams que havia desaparecido. De fato, Williams mantinha laços com a ANC, e as informações que que ele estaria negociando a tecnologia dele com os Soviéticos não eram apenas rumores infundados. 

Com o intuito de encontrar Williams, os Eleitos e Odeh fazem uma aliança. Assim, enquanto Beowulf, Dr. Quinn e Janus vão cuidar de outros assuntos relacionados ao projeto da corrida espacial, Sanguinis, Zarus, Paladino e Odeh seguem para o apartamento de Williams.

Lá eles descobrem pistas que os levem a crer que Williams foi levado por alguém que ele conhecia; mas não apenas isso: alguém aparentemente capaz de escalar 42 andares! Na verdade, três pessoas capazes de escalar 42 andares. Pessoas não… felinos muito grandes de pêlos negros.

O grupo segue o rastro dos supostos raptores de Williams e chegam até uma galeria subterrânea. Na galeria, fica mais difícil seguir o rastro, mas ainda assim eles seguem pelo que parecem ser antigos túneis de uma ferrovia subterrânea abandonada. Algum tempo depois o grupo se depara com uma cena inusitada: encontram o que parece ser uma clínica subterrânea clandestina com o sugestivo nome de Underground Railroad Clinic ; a clínica é dirigida pela médica negra a Dra. Rhonda King especializada em tratar pessoas negras com problemas dermatológicos como câncer de pele e vitiligo, e diversos casos de anemia falciforme. Segundo ela, nos últimos sete anos houve um aumento exponencial nesses casos e por se tratar de pacientes negros, não há assistência médica para eles.

Dra. King revela ainda que Tad Williams é um dos principais doadores e até mesmo fundador, da clínica.Quando Sanguinis pergunta à Dra. King por “Panteras Negras”, ele percebe que a médica mente sobre não saber do assunto, para proteger alguém. Sanguinis e Odeh insistem, mas Rhonda King está determinada a não falar; porém, a médica dá um sinal silencioso em direção a uma entrada. Os Eleitos de dirigem à entrada que parece levar a uma parte mais desmoronada das galerias. Ao abrir a porta,  se deparam com 3 silhuetas; as formas de movem nas sombras com uma graciosidade felina, e logo um pouco de luz revela um grupo de Homens-Pantera de pêlos negros como a noite.

Black Panthers, indeed!

Enquanto isso, do lado de fora, o Padre Jorge Brandão, atualmente chamando a si próprio do sugestivo nome de Paladino, traja uma armadura medieval que cintila como fogo; ele ficou guardando a entrada da descida para os túneis. Agora, ele percebe Xangô – que ele conhecera antes de ganhar os poderes dele pelo nome de Abaddon – sobrevoa o céu sobre sua cabeça. Xangô sinaliza para um ponto escondido atrás de um contêiner de lixo e Paladino se move para lá. Xangô pousa ao lado de Paladino e lhe explica que vira algo, uma espécie de vulto, se movendo sorrateiramente. Estava ainda claramente contrariado: embora fosse um membro dos Escolhidos, o Dr. Bryan Quinn tinha pedido que ele ficasse de fora da reunião justificando que seria muito problemático para um negro nos EUA estar presente em uma reunião como aquela. Percebendo a revolta mal-contida nos olhos de seu companheiro, Paladino pergunta como ele está se sentindo e Xangô responde que o racismo aqui nos EUA é diferente do Brasil. Aqui, ele explica, o racismo é “legalizado” e mais aberto, enquanto no Brasil as coisas são um pouco mais escondidas. Xangô comenta ainda que não sabe dizer o que é pior: o racismo escancarado ou o silencioso. Mas toda aquela injustiça lhe causava mais do que incômodo; lhe causava mesmo dor física, desde que ele ganhara os poderes do Deus da Justiça.

A conversa é interrompida por um movimento próximo a entrada dos túneis. O vulto que Xangô avistara antes se move para lá e dessa vez ambos podem ter uma visão clara dele: trata-se claramente de uma espécie de vigilante mascarado, vestido um uniforme branco coberto por um capuz e capa azuis. A figura, aparentemente está caçando a mesma coisa que os Escolhidos, parece emanar ainda uma espécie de “energia gelada”  Paladino não consegue deixar de evitar de associar aquela figura a uma visão ou sonho que tivera naquela madrugada: ele fora atormentado pela imagem de um dragão branco, uma das cinco facetas de seu grande adversário, Tiamat, ele sabia e que ele sentia que teria que confrontar mais cedo do que tarde. Assim, enquanto Paladino decide seguir a figura misteriosa, Xangô volta a rondar os céus, para se certificar de que aquele não tivesse outros aliados.

Assim que desce os túneis, porém, Paladino se vê perdido. Ele acaba seguindo por um caminho diverso do que os outros membros do seu grupo seguiram até dar de cara com uma galeria desmoronada. Para poder passar por um pequeno espaço que parecia levar até outro túnel, Paladino fez sua armadura desaparecer e voltou a forma do Padre Jorge Brandão. O corpo magro e esguio possibilitou a passagem. Com muito esforço, ele chega ao outro lado e adentra em um novo túnel, e invoca mais uma vez sua armadura bem em tempo, pois logo atrás dele uma figura se esgueira e um toque gelado tenta tocar em seu pescoço.

Instintivamente Paladino vira o corpo e salta para trás, fazendo sua armadura emanar calor intenso: a manobra o salvo do toque gelado – e talvez mortal – de seu misterioso oponente que agora está frente a frente com ele. Ambos se avaliam e reconhecem a extensão dos poderes de cada um. É como se um, cada um deles sabe, estivesse olhando para uma força que lhe é oposta: Fogo e Calor, Gelo e Frio. Um embate entre ambos seria claramente grandioso e mortal.

Não muito longe dali, Zarus, Lord Sanguinis e Odeh tentam conversar com 3 homens pantera. Eles percebem que os 3 estão parecem um tanto quanto desnorteados, como alguém que apenas recentemente acorda de um sono pesado. Zarus, então, tenta alcançar as mentes deles com seus recém-adquiridos poderes telepáticos, mas se surpreende ao sentir apenas um imenso ruído. Há algo claramente interferindo com as mentes daquelas criaturas; Zarus chega a balbuciar a seus companheiros que há algo estranho com eles, mas antes que possa concluir a audácia fala mais alto e ele tenta entrar mais fundo nas mentes dos homens pantera se deparando com uma outra poderosa presença telepática. Surpreendido, Zarus não tem qualquer reação quando a presença parece também alcançar a sua mente, paralisar seu corpo e ativar seus poderes de teleportação e fazê-lo desaparecer em um piscar de olhos, para o espanto de Odeh e Sanguinis.

Odeh e Sanguinis, porém, sentindo a tensão do momento, decidem focar suas atenções nos homens pantera. Odeh, tendo percebido também a confusão das criaturas sinalizada previamente por Zarus, decide usar seu amuleto totêmico de Oxóssi para se comunicar com os homens pantera. O amuleto, originalmente, permitia a Odeh se comunicar com animais, assim ele estava disposto a apostar. A ideia parece funcionar e Odeh consegue acalmar dois dos três homens pantera, insistindo que eles não são inimigos e que buscam por um homem branco chamado Tad Williams. O terceiro parece despertar com a menção do nome, mas ainda permanece receoso e se afastando. Sanguinis se prepara para agir.

Logo ali próximo Paladino está frente a frente com seu oponente gelado. Porém, vozes vindas do túnel mais adiante chamam sua atenção e ao voltar seu rosto em direção aos sons ele tira os olhos do vigilante gelado por um instante. É o suficiente para que o oponente desapareça deixando apenas uma névoa fria. Entretanto, Paladino reconhece as vozes de Odeh e Sanguinis. Como não consegue mais localizar o vigilante, Paladino segue os sons tentando encontrar os outros membros de seu grupo. Contudo, ao aparecer por uma outra passagem com sua forma de armadura e emanando chamas de sua mão para iluminar o ambiente ele acaba sobressaltando o terceiro homem pantera que salta em fuga túnel adentro. Lord Sanguinis porém estava preparado e rapidamente alça voo pegando e erguendo no ar o terceiro homem pantera que protesta imediatamente: “Me ponha no chão agora seu maldito branquelo azedo!”.

Sanguinis o coloca no chão e após aquela imprecação fica claro para Odeh que se tratam de homens negros capazes de se transformar em homens pantera. Odeh explica que é um agente da ANC (African National Congress) enviado pelo seu amigo e companheiro Nelson Mandela para tentar encontrar Tad Williams. Os três homens panteras se convencem de que Odeh não é um inimigo e gradualmente retomam suas formas humanas, se apresentando como membros do partido dos Panteras Negras. Eles explicam que já tiveram alguns encontros com Williams, a pedido da chefe deles, mas que há cerca de um mês não visitavam o apartamento deles. Estranhamente, eles também não são capazes de se recordar do que acontecera na noite passada e de como eles haviam chegado até ali. De fato, havia algo muito estranho acontecendo. Os Panteras decidem levar Odeh, Paladino e Lord Sanguinis até um comitê deles que fica em um conjunto habitacional exclusivo para negros, um como tantos outros bairros segregados existentes nos EUA, nesse caso na periferia de Houston.

O comitê do partido fica no primeiro subsolo de um prédio de apartamentos residenciais no bairro negro. Ali se exibe uma série de pôsteres e cartazes com palavras de ordem na luta dos Panteras Negras contra o racismo institucionalizado dos EUA e por direitos iguais para homens e mulheres negras; há ainda diversas cópias de livros de diversos autores como “Stride Toward Freedom” de Martin Luther King, diversos discursos reunidos de Malcom X e obras de Franz Fanon; havia ainda algumas armas de fogo. Para a surpresa de todos, porém, principalmente dos três Panteras Negras, o comitê estava vazio em um dia no qual deveria haver reunião. Odeh logo percebe que algo estranho estava acontecendo ali. Sua audição superaguçada capta um estranho zunido e ele tenta gritar para que todos se abaixem, mas não há tempo.

Os tijolos da parede explodem sala adentro e através do imenso buraco deixado eles conseguem ver uma figura imponente, emoldurada pela rua lpa fora onde garotos negros jogam basquete, sobrevoando os destroços diante deles. Sanguinis e Paladino ficam surpresos ao reconhecer o membro da Freedom Force que eles haviam conhecido mais cedo: a imensa montanha de músculos chamada de American Hero, e que com uma expressão que misturava um certo asco e satisfação, agora proferia as seguintes palavras diante de olhos e ouvidos incréduolos, “Eu sabia que vocês estavam envolvidos com esses negros fedorentos!”.

Os músculos de Odeh agem mais rápido do que seu cérebro poderia pensar. Ele saca de suas costas o que parece ser um pequeno bastão de metal, mas que logo se abre em um imenso arco-composto. A tecnologia avançada surpreende Paladino e Sanguinis, que logo deduzem tratar-se de um aparato Askani: Odeh também era um Escolhido como eles. O arco de Odeh retesa e se solta em menos de uma fração de segundos e antes que o American Hero possa piscar uma flechada perfeita corta o ar e atravessa seu olho esquerdo. O brutamontes voador urra de dor e jura vingança e destruição avançando como um míssil para dentro da sala e tentando atingir qualquer um diante dele. O primeiro alvo é Sanguinis, mas ele também é rápido o suficiente para se esquivar, enquanto os poderosíssimos punhos do American hero simplesmente esmigalham uma pilastra ao seu lado.

Paladino chega a pensar em interceder, mas percebe a tempo quando das sombras o vigilante de gelo salta e o ataca. Ele ainda não sabe, mas aquele é Estrela Boreal, o quinto membro da Freedom Force que vinha investigando os rastros e as relações dos Panteras Negras com o sequestro de Williams; Estrela Boreal havia seguido Paladino e os outros até ali, e em seguida alertado o resto de seu grupo. Agora, Estrela Boreal tentava mais uma vez atacar um oponente que ele sabia, merecia todo seu respeito e cuidado. Estrela Boreal não poupa seus poderes e assim tenta congelar Paladino no chão, porém, mais uma vez, o portador da Lança de São Jorge ativa seus poderes de fogo e evita a armadilha de gelo de seu oponente.

No meio da confusão, os três Panteras Negras reassumem suas formas de combate de homens-pantera e se jogam sobre o American Hero tentando segurá-lo. Porém, o super-brutamontes é muito mais forte e se debate gritando para que aqueles “macacos fedorentes o larguem”. Indignado com a postura de American Hero, Lord Sanguinis avança voando em direção a ele e lhe acerta um sonoro tapa na cara que literalmente reverbera nas estruturas do apartamento. O tapa deixa American Hero aturdido, mas logo em seguida furioso. 

Tomado por uma selvageria ensandecida American Hero decola, com os três Panteras Negros ainda presos a ele, atravessando e derrubando mais um pilar – desta vez uma viga central – e paredes, voando para o céu sobre uma praça repleta de pessoas. O prédio acima deles imediatamente começa a tremer e parece prestes a desmoronar. Odeh lança uma segunda flecha. Mais uma vez sua mira é precisa mas dessa vez American Hero está preparado. Basta que ele pisque o olho direito para que a flecha se choque contra sua pálpebra e se estilhace, não lhe causando nenhum ferimento. Sanguinis, percebendo o desabamento iminente do prédio, se lança como um Atlas mítico para sustentar o peso de dezenas de vidas em suas costas, sendo bem-sucedido por alguns instantes.

Tomado pela fúria e deixando seu ódio transbordar, American Hero agarra um dos Panteras Negras pelas costas e o arremessa violentamente em direção à calçada. O único capaz de fazer algo, naquele momento, era Paladino e ele prontamente se lança ao resgate do homem pantera que cruza o ar como um projétil de carne e pelo negros rumo ao chão duro. Paladino invoca seu corcel flamejante, Bayard, e monta sobre ele arremetendo no sentido de interceptar e interromper a trajetória de queda do Pantera Negra. Porém, não é o suficiente. Quando Paladino está há apenas poucos centímetros de seu alvo, o corpo do Pantera Negra literalmente se despedaça no chão diante dele, espalhando sangue, ossos e vísceras num raio de metros. Heróis e transeuntes na rua, todos ficam chocados com a selvageria da situação.

Nesse momento, os membros restantes da Freedom Force surgem. Paragon Eagle, Cherubin e Platoon adentram ao palco do embate. Os dois Panteras Negras que estavam presos em American Hero saltam para o chão. Paragon Eagle, o líder do grupo, tenta acalmar American Hero exigindo que ele pare, mas o gigantesco brutamontes está ensandecido. Ele mais uma vez urra imprecações racistas afirmando que irá varrer o chão daquele bairro com aqueles malditos negros fedorentos. Furioso, ele avança em direção ao prédio para pô-lo abaixo de uma vez por todas. Uma mãe grita, desesperada, de uma das janelas do prédio prestes a desabar, com seu filho de 3 anos em seu colo, pedindo que alguém o salve. Ela quer arremessá-lo pela janela antes que ele morra em meio aos escombros. Diante do ensandecido American Hero se interpõe um Paladino, solenemente banhado de sangue e vísceras. Ela estava determinada a dar sua vida para impedir outra chacina.

O ar diante do Padre Jorge Brandão, o Paladino, explode em estrondos. A morte se aproxima dele. Ele pisca e uma onda choque atinge seu rosto, ele é arremessado para trás mas não é derrubado. Quando focaliza sua visão vê seu parceiro Xangô, diante de si, empunhando o martelo dele. Xangô descera dos céus e com seu martelo atingira em cheio a cara de American Hero, que agora jazia aturdido, mas ainda não vencido, em uma vala recém formada no chão pela força do golpe recebido. Xangô olha furiosamente para American Hero e sentencia: “É melhor você ficar quietinho no chão, seu branco azedo, se não quiser provar um pouco mais de justiça!”.

To be Continued…

Ouça também o Podcast desse episódio:

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