Lugares do Terceiro Horizonte: Coriolis e Algol

O Terceiro Horizonte é formado por 36 sistemas estelares interligados por portais deixados por alguma raça antiga e desconhecida. Após a Guerra dos Portais, o contato com o Primeiro e Segundo Horizonte foi rompido. O Terceiro Horizonte entrou em uma era de trevas, conhecida como a Longa Noite, com o isolamento dos mundos.

Até a chegada da nave-arca Zenith, sessenta anos atrás. Após a surpresa de descobrirem que nos “mil anos de viagem entre as estrelas”, a própria Aldebaran (agora chamada Debaran) e as estrelas em volta haviam sido colonizadas pela humanidade, a maior parte da tripulação da Zenith e dos colonos se estabeleceu em Kua ou fundou a estação Coriolis.

A Estação Coriolis

Os Zenithians redescobriram como usar os portais e reabriram o Horizonte. Coriolis foi formada usando material da nave-arca Zenith e é uma enorme estação que serve como sede do poder Zenithian. Sob sua influência, um Conselho de Facções foi estabelecido na Estação Espacial Coriolis, orbitando o planeta Kua.

O Consortium

A mais influrente das facções em Coriolis é o Consortium. Ele é formado pelas grandes empresas, herdeiros dos navegadores Zenithians. O poderoso clan Yriedes, junto com as famílias Parr, Nestera and Evgeni fundou o grupo inicial de empresas, que hoje, sessenta anos depois, cresceu em uma das mais poderosas e influentes facções, integrada por cerca de vinte grandes corporações, controlando todos os ramos industriais do Horizonte, exceto a agricultura.

A Fundação é o ramo do Consortium mais voltado para pesquisa e desenvolvimento. São conhecidos por sua visão racional e científica, um anátema para as facções mais tradicionalistas entre os Precursores. Seus eixos de pesquisa incluem o estudo dos portais e seus criadores, xeno/portal-arqueologia, navegação espacial, sócio-aritmética, inteligência artificial e bionics.

O Colégio de Engenheiros da Fundação, em Coriolis, oferece a melhor formação nas ciências naturais do Horizonte. A Agência Colonial é um dos membros do Consortium mais odiados, por sua interferência nos planetas do Horizonte, considerado por muitos nativos como exploração e roubo, extraindo recursos em nome do lucro.

A Hegemonia Zenithian

A Hegemonia Zenithian é controlada pelas famílias descendentes do capitão e dos altos oficiais da Zenith, que se mudaram para Kua, depois do cisma que dividiu a tripulação da Zenith após a chegada no Terceiro Horizonte. Sua base de poder é o Monolito, um enorme artefato descoberto em Kua.

A Astûrban é a polícia secreta e agência de inteligência mais poderosa das facções Zenithians, temida em todo o Horizonte. Ela é um ramo da Hegemonia Zenithian. Os “Olhos de Astir” são controlados pela família Astir, descendente do oficial de segurança da Zenith.

Outras Facções Zenithians

As outras facções Zenithians são a Liga Livre, o Sindicato e a Legião. A Liga Livre reúne os grupos de trabalhadores, operários e de comerciantes não ligados ao Consortium. O Sindicato é a união das organizações criminosas de Coriolis e do Horizonte. Por sua vez, a Legião tem sua origem entre os Precursores, mas se juntou em uma aliança com o Consortium.

Algol

Algol é um sistema trinário, em que a estrela Persei e Algol circulam em torno uma da outra, estando separados por uma distância astronômica muito curta, enquanto Rhaas, “O Amante Esquecido” observa à distância.

Do planeta Algol, o principal planeta colonizado do sistema, podem ser vistos os dois sóis (Algol e Persei) em uma dança constante no céu. A cada três dias, um eclipse ocorre quando um dos sóis passa pelo outro. Em raras ocasiões os dois sóis são escondidos pela lua Barir e aí pode-se ver o distante e sombrio sol de Rhaas – isso é considerado um mau presságio.

A maior parte da população de Algol mora nas duas regiões temperadas do planeta – Norte e Sul. Inúmeras cidades, cercadas por terras pouco habitadas se espalham pelas regiões temperadas: Yasul, Akhandar-O-Sharif, Belem, and Yousfana. A vida nos planaltos e estepes é dura, mas a riqueza mineral do planeta atrai aqueles em busca de riqueza. Um ditado algolano diz “Um mineiro pela manhã pode ser um pasha à noite“. Os bazares de Algol também são famosos pela seus produtos artesenais, de jóias à objetos de decoração. O maior deles é o Mercado do Elefante, em Akhandar, conhecido com esse nome por ser especializado na venda de elefantes de todos os tamanhos, desde os anões até os majestosos Elefantes de Madra.

Algol é também conhecido como “The Demon Star”, um lugar amaldiçoado. Apesar disso é um dos mais importantes sistemas do Terceiro Horizonte, tendo sido o primeiro colonizado pelos Precursores. Os algolanos se orgulham de seu passado pioneiro, sendo os precursores entre os precursores. Uma das marcas da arquitetura local são as Torres de Orações. É para elas que se voltam as orações dos algolanos, o aspecto mais forte da religião para eles. Ao amanhecer e ao anoitecer todos param para rezar. Os Zenithians eregiram torres altas e esplendorosas para marcar sua chegada à Algol, como uma forma de tentar agradar os nativos. A majestosa Catedral da Cratera também foi construída como um presente para marcar a amizade entre os Zenithians e os Algolanos, em Akhandar, sob uma das crateras deixadas pela Guerra dos Portais. Em dias claros, ela pode ser vista do espaço. Um aspecto curioso é que coloridas torres em miniaturas se tornaram um foco popular de preces por todo o Horizonte.

O sistema sofreu muito durante a Guerra do Portal, tendo sido bombardeado pelas naves de guerra das frotas em combate. Em Algol a guerra ficou conhecida como a Era das Lágrimas Flamejantes. Durante a Longa Noite, fome, doença, guerra civil e morte devastaram a população. Foram três séculos de trevas e sofrimento. Dizem que as regiões em torno das crateras são assombradas pelos espíritos dos mortos.

Quando os Zenethians chegaram, eles reabriram o sistema para o comércio e ocuparam as principais posições, sob a liderança do Consortium e da Agência Colonial, e em aliança com parte da população local, passando a extrair os recursos naturais do sistema, incluindo suas luas e cinturão de asteróides.

A Legião mantém um cruzador de batalha, o gigantesco Gevennon-Parras, em órbita do planeta e apoia as forças Legalistas e das Corporações na luta contra os rebeldes. Drones e satélites de combate patrulham os céus de Algol, com uma zona de proibição de vôo sobre as áreas controladas pelos rebeldes. Isso também atrapalha os negócios das Corporações com operações na região.

A Hegemonia Zenethian também investiu no planeta, através de suas ligações com a comunidade de exilados algolanos que vive sob a sombra do Monolito, em Kua. A Hegemonia disputa com a Liga Livre a organização dos trabalhadores das fábricas e minas de Algol, mas a Liga tem dificuldades em estabelecer relações, por ser vista como mais uma facção Zenithian.

Rebeldes se escondem nos altiplanos, nos desertos gelados dos polos e nas florestas de taiga do sul. Eles também conquistaram a cidade de Nova Nabul, renomeada Refúgio, às margens do mar seco de Mengol (um desastre causado pelas corporações Zenethians). De sua base, os rebeldes efetuam ataques contra as cidades de Akhandar-O-Sharif, Yasul, and Merkate, controladas pelo Consortium. Essas cidades se juntam na conubarção conhecida com Metropóle AYM, ligada por favelas e minas. Fábricas e poluição tornam o ar da cidade viciado.

A guerra contra os rebeldes serve como uma boa cobertura para os escravagistas, que capturam escravos nos cortiços de Algol para vender para os emires de Dabaran, e para as minas do Conglomerado e os campos de Sadaal. O maior mercado de escravo do planeta, o Souk das Almas Perdidas, fica na cidade subterrânea, nas ruínas da antiga Akhandar, abaixo da nova Akhandar construída pelos Zenithians.

Nas Terras Altas de Tanzim, ao norte do mar árido, fica um inóspito massivo vulcânico. As montanhas chegam a ultrapassar a atmosfera. Os Zenithians aproveitaram o terreno favorável e logo que chegaram construíram um elevador orbital, mas os ataques rebeldes tornaram a sua operação inviável, impedindo que os carros descessem ou subissem o elevador. O espaçoporto foi abandonado e se tornou uma cidade deserta.

O platô de Tanzim também serve como lugar para plantações de opor, uma planta cultivada por escravos ou trabalhadores pobres e que, processada em refinarias móveis controladas pelo Cartel Yar-Figri, se transforma em uma droga viciante. A droga é conhecida como “Olho do Demônio“, “Fumaça da Liberdade” e “Estrela Brilhante“. Ultimamente, um novo tipo de opor, chamada “Substância O” está tomando conta do mercado.

O mar salgado de Mengol era um lugar cheio de vida, onde pescadores viviam na beira de praias de areia branca e a cidade de Akhandar-O-Sharif reinava como uma pérola em sua costa sul, antes de ser devastada na Era das Lágrimas Flamejantes. Até a chegada do Consortium e dos Zenithians. As corporações passaram a explorar os nódulos de metal puro no fundo do mar, o que era bem custoso. Para facilitar a exploração, o engenheiro Yim-Ar Salbara, liderou um projeto para secar o mar, explodindo uma faixa de terra pedregosa que o separava do deserto. O projeto, com o nome de Milagre de Salbara, secou o mar e transformou o deserto de Yafsa em um pântano salgado e sem-vida. Salbara agora é um palavrão no dialeto algolano, usado para amaldiçoar alguém, e a região se tornou um polo de miséria e resistência.

Em direção ao sul, o pântano salgado de Yafsa dá lugar a uma estepe gelada, de violentas tempestades e nevascas. Embora a estepe tenha minerais preciosos e gases naturais, sua localização inóspita afastou as grandes corporações, que preferem a região em torno do mar seco. Mineradores independentes, entretanto, tentam extrair algum lucro da região.

O resultado da destruição causada pela Guerra dos Portais e pela exploração desenfreada Zenithian transformou grandes áreas em desertos sujeitos à enormes tempestades de poeira eletrostática, tornando vôos difíceis. Elas são chamadas de Tempestades da Senhora das Lágrimas, quando ela recolhe as almas dos mortos.

Dizem que o sistema de Rhaas guarda relíquias dos Construtores de Portais nos inóspitos planetas em torno da estrela sombria

Shadal Abaros, Professor do Colégio de Ciências de Coriolis

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